UM CASO COM SÃO PAULO - FELIPE MOROZINI

Felipe é uma pressão tripla de se escrever sobre. Afora ser um grande amigo, afora ser meu ex chefe, é tentar falar sobre um sonho. Daqueles que você sente tudo, mas as palavras nunca parecem suficientemente encaixáveis para definir. Efêmero palpável? Ele é sonho. Eu acredito que certas pessoas vêm com uma sensibilidade extra. Tem gente que vem para poetizar. De sentir muito e enxergar o mundo pelo coração. De usar as ferramentas da vida para expressar isso e deixar que o outro sinta também. 

Felipe foi advogado. Largou tudo e assumiu que era sonhador. Artista. Fotografo. Arquiteto. Ele é tudo que pode aplicar seu olhar. Ele faz de um prato a um hotel. De uma exposição a uma casa noturna. De uma foto a um projeto de parque, camisetas, campanhas, palestras, lojas... Um mundo dele sem fim de idéias. E o melhor? A gente o sente em tudo que coloca o dedo. A gente sente seu amor. 

Hoje é aniversário de São Paulo e eu só consegui pensar nele para escrever. Morador da cidade desde sempre, ele nos presenteia com leveza, delicadeza e humor. Que sorte a nossa te-lo. Tempos de humanizar as relações, a convivência e o local onde isso tudo acontece, nossa cidade. Tempos de ser leve, de retroceder alguns passos pra voltar a crescer por outro caminho. 

Felipe usa da cidade e pessoas como inspiração. Deixa marcas para, quem passar, ter um respiro fundo. Distribui frases, flores desenhadas... Fotografa seu caos, sua luz, seu movimento. Fotografa seus moradores, suas conexões. Descontrói a cidade de uma maneira lúdica (porém possível) para uma realidade muito mais bonita.

Suas imagens dizem mais que minhas palavras.

Felipe, obrigada por sonhar.

Adriane Lisboa. 

 

 

 

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