ALEXANDER MCQUEEN

Em menos de dez anos, Alexander McQueen, tornou-se um dos mais respeitados criadores, tendo até sido diretor criativo da casa de alta-costura parisiense, Givenchy, que deixou em 2001 para trabalhar na sua própria marca, homônima. Desde então, fez história com os seus desfiles, unindo a excelência da alfaiataria britânica, a execução perfeita da alta-costura francesa e o impecável acabamento italiano. O seu trabalho foi ascendente no mundo da moda, pela justaposição de elementos contraditórios, resultando em coleções únicas, de crescente poder emocional e energia crua, pura paixão.

Nascido em Londres, em 17 de Março de 1969, filho de um taxista, o mais novo de seis, Alexander começou a fazer vestidos para as três irmãs e, ainda jovem, anunciou que queria ser criador de moda. Deixou a escola aos 16 anos e logo se tornou aprendiz de grandes mestres na execução técnica de vestuário, como Anderson & Shephard ou Gieves & Hawkes. Daí passou para os teatrais Angels & Bermans, onde aprendeu os segredos do corte, desde o melodramático século XVI, até ao design sóbrio que se tornou a sua imagem de marca.

Aos 20 anos trabalhou com o designer Koji Tatsuno, cujo trabalho tem também raízes britânicas, e um ano depois viajou para Milão, onde foi assistente do designer Romeo Giglis. Finalmente, em 1994, voltou a Londres, onde se estabeleceu e completou o mestrado em Design de Moda na prestigiada Saint Martins College of Art and Design. A sua coleção de graduação foi comprada na totalidade pela famosa estilista Isabella Blow.

McQueen sofria de uma forte pressão no trabalho e estava passando por grande depressão devido a morte de sua mãe segundo informações cedidas por investigadores. O cadáver do estilista foi encontrado no apartamento dele no bairro elegante de Mayfair, em Londres, no dia 11 de fevereiro um dia antes do funeral de sua mãe. Foi revelado durante o inquérito que McQueen tinha um histórico de depressão, ansiedade e insônia e havia tentado se suicidar outras vezes.