GEORGIA O'KEEFFE

Georgia Totto O'Keeffe (1887 – 1986) foi uma pintora estaduniense. Conhecida por suas pinturas com foco em detalhes de flores, a paisagem do Novo México e os arranha-céus de NY, é considerada hoje como a "mãe" do modernismo dos Estados Unidos.

Começou a estudar a pintura a sério em 1905, no School of the Art Institute of Chicago e depois no Art Students League of New York, mas sentia-se limitada pelas cópias que fazia de outras obras ou do que via na natureza. Em 1908, sem condições de pagar pela faculdade, ela começou a trabalhar como ilustradora e entre 1911 e 1918 deu aulas na Virgínia, no Texas e na Carolina do Sul.

Conseguiu fazer curso de verão para estudar arte entre 1912 e 1914, onde conheceu a filosofia de Arthur Wesley Dow, pintor, professor de artes e fotógrafo que criou trabalhos baseados em um estilo próprio, com foco no design e na interpretação dos objetos ao invés de simplesmente representá-los ou de copiá-los. Seu contato com a filosofia de Arthur causou uma grande mudança na forma como Georgia encarava e produzia arte, refletidos em suas primeiras aquarelas e desenhos a carvão, hoje expostos na Universidade da Virgínia.

Georgia mudou-se para Nova Iorque, em 1918, onde começou a trabalhar profissionalmente como artista. Começou um relacionamento com o fotógrafo e negociante de arte, Alfred Stieglitz, que promoveu muitos de seus trabalhos em exposições.

Ele se tornaria seu marido em 1924. Georgia produziu muita arte abstrata, incluindo close-up em flores, pinturas que muitos encararam como reproduções da genitália feminina. Boa parte de sua reputação de representar a sexualidade feminina veio também das fotografias produzidas de Georgia por seu marido.

Os dois viveram juntos na cidade de Nova Iorque até 1929, quando Georgia começou a ficar parte de seu tempo no sudoeste do país, que serviram de inspiração para suas representações das paisagens do Novo México, bem como imagens de crânios de animais. Após a morte do marido, ela se mudou definitivamente para o Novo México, onde abriu um estúdio em Abiquiú e depois se mudou para Santa Fé, em seus últimos anos de vida. Em 2014, seu quadro Jimson Weed, de 1932, foi vendido em um leilão da Sotheby's por US$ 44.405,000, três vezes mais caro do que qualquer pintura feita por uma mulher.